Glossário
Taxa Selic
Também conhecido como: taxa básica de juros
Resposta rápida
Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Serve de referência para o custo de todo o crédito no país e para o retorno das aplicações de renda fixa.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela é o piso de referência a partir do qual todo o restante do crédito é precificado.
Por que ela importa para quem tem imóvel alugado
Importa pelo custo do crédito. Selic alta encarece toda linha de financiamento. Em 2026, com a Selic em 14,75% ao ano, o maior patamar em duas décadas, a taxa média de crédito livre para pessoa física fechou fevereiro em 62% ao ano, segundo o Banco Central.
Importa pelo custo de oportunidade. Com renda fixa rendendo bem, a rentabilidade do aluguel passa a ser comparada a um parâmetro mais exigente, e imóvel com baixa rentabilidade locatícia perde atratividade relativa quando a renda fixa paga dois dígitos.
E importa pelo preço dos imóveis. Juros altos encarecem o financiamento imobiliário, reduzem a demanda por compra e pressionam a demanda por locação.
Efeito sobre a antecipação
O deságio de qualquer operação de antecipação de recebíveis reflete, entre outros fatores, o custo do capital adiantado, que por sua vez acompanha o nível de juros da economia. Selic mais alta tende a elevar o custo de qualquer antecipação, no aluguel como em recebíveis de cartão ou duplicatas.
Ainda assim, a comparação relevante não é com a Selic, e sim com as alternativas efetivamente disponíveis: rotativo de cartão, cheque especial e empréstimo pessoal seguem custando múltiplos disso.
Este termo faz parte do tema Mercado imobiliário.
Fontes
No glossário
Deságio
Desconto aplicado sobre o valor de face de um recebível quando ele é negociado antes do vencimento. Na antecipação de aluguel, é a diferença entre a soma dos aluguéis cedidos e o valor que o proprietário recebe à vista.
Home equity
Empréstimo em que o tomador oferece um imóvel próprio como garantia, normalmente via alienação fiduciária. Tem juros baixos por causa da garantia, mas gera dívida, exige parcelas mensais e permite a execução do imóvel em caso de inadimplência.
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