Quem tem imóvel para alugar conhece bem aquela preocupação no fim do mês: será que o aluguel vai cair na conta na data certa? Essa insegurança é o que faz muito proprietário hesitar antes de colocar um imóvel no mercado. A boa notícia é que o medo, hoje, está mais alto do que o risco real.
Para dar contexto a esse número, vale entender como ele é calculado. O índice acompanha mais de 600 mil contratos de locação espalhados pelo país e considera inadimplente o inquilino que deixa um boleto vencer por mais de 60 dias, ou que paga com atraso superior a esse prazo. Não é um atraso de poucos dias, portanto, mas um problema de verdade. E mesmo com esse critério rigoroso, pouco mais de três contratos em cada cem apresentaram dívida relevante em abril. Para os padrões do mercado, é um número baixo.
Um ano inteiro em um gráfico
Olhar só o número do mês esconde a história mais interessante, que é a trajetória. A inadimplência subiu ao longo do segundo semestre de 2025, bateu no teto em setembro e, desde então, vem desenhando uma descida quase ininterrupta. Foi essa virada que levou abril ao menor patamar do período.
Há, porém, um detalhe que pede leitura cuidadosa. Na comparação com abril do ano passado, quando a taxa estava em 3,15%, o cenário praticamente se repete, com diferença de apenas três centésimos de ponto. Ou seja, o aluguel está sendo pago tão bem quanto há um ano. O que realmente mudou foi a direção, que voltou a apontar para baixo depois do pico do fim de 2025.
Onde se paga melhor: o aluguel pelo Brasil
A inadimplência não se distribui de forma igual pelo país, e essa é uma das informações mais úteis para quem investe em imóveis. As regiões Sul e Sudeste, onde está a maior parte do mercado, terminaram abril com as menores taxas de calote, e ainda por cima em queda na comparação com março. O Sul fechou em 2,65% e o Sudeste em 2,94%, os dois melhores resultados do levantamento. Na outra ponta, o Nordeste segue como a região de maior risco, com 4,98%, seguido pelo Norte, com 4,37%.
O retrato fica ainda mais nítido quando cruzamos a região com o tipo de imóvel. Em todas as regiões, o apartamento é o ativo mais seguro e o ponto comercial é o mais arriscado, mas a distância entre eles muda muito conforme o lugar. No Sul e no Sudeste, até as casas se comportam bem, enquanto no Nordeste o imóvel comercial chega a 7,54% de inadimplência, de longe o pior número de todo o índice.
O valor do aluguel diz muito sobre o risco
Existe uma intuição comum de que aluguel mais barato é negócio mais seguro, porque a parcela cabe no bolso de mais gente. Os dados mostram justamente o contrário. A faixa de até mil reais concentra a maior inadimplência em todos os tipos de imóvel, chegando a 7% no comercial. À medida que o valor sobe, o risco cai, e atinge o ponto mais seguro entre dois e cinco mil reais, faixa em que o apartamento registra apenas 1,36% de calote, o menor número da tabela inteira.
A explicação faz sentido quando se pensa no perfil de quem aluga. O inquilino de classe média, nessa faixa intermediária, costuma ter renda mais estável e maior preocupação em manter o nome limpo. Já nas faixas mais baixas, qualquer aperto no orçamento familiar bate primeiro na conta do aluguel. O que surpreende é o topo da tabela: imóveis de alto padrão não são tão seguros quanto se imagina, e a casa acima de treze mil reais volta a flertar com os 6,33%, quase o mesmo nível das mais baratas.
Para quem está decidindo como precificar um imóvel ou em que tipo de locação investir, essa leitura vale ouro. O apartamento na faixa intermediária é, disparado, a combinação que mais protege o proprietário. Já casa de alto padrão e ponto comercial barato são os perfis que mais exigem garantias e uma análise de crédito bem feita.
Por que isso está acontecendo
A queda acompanha um momento de orçamento familiar mais organizado e de boa procura por imóveis para alugar. Quando há demanda e a renda das famílias respira, o aluguel deixa de ser a primeira conta a atrasar. A própria Superlógica, no entanto, pede cautela na interpretação do número.
A sequência dos últimos meses mostra uma melhora depois da alta registrada em fevereiro, mas ainda é cedo para tratar esse movimento como uma tendência consolidada.
Análise do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica
É exatamente esse o ponto. Estamos falando de média, e média baixa não significa risco zero. A diferença entre um contrato tranquilo e meses de dor de cabeça no judiciário depende muito menos do cenário macroeconômico e muito mais de como cada locação foi montada, desde a escolha do inquilino até a garantia que protege o recebimento.
E se você simplesmente não precisasse esperar?
Repare no que os dados realmente dizem. Mesmo no melhor mês em um ano, ainda existe inadimplência, e ela varia bastante conforme a região, o tipo de imóvel e a faixa de valor. Para o proprietário, isso significa uma coisa só: todo mês continua sendo uma pequena aposta sobre se o dinheiro vai cair na data certa. E mesmo quando cai, é preciso esperar o ciclo inteiro, do vencimento ao repasse, para então ter o valor em mãos.
A antecipação de aluguéis da Anter inverte essa lógica. Em vez de torcer pelo pagamento e aguardar o repasse, você recebe o valor do aluguel adiantado, de uma vez, sem depender de o inquilino pagar em dia e sem ficar refém da média de mercado que esse índice mostra. O risco de atraso, de calote ou de uma faixa mais arriscada deixa de ser problema seu e passa a ser nosso.
Na prática, é transformar uma renda que pinga mês a mês, com incerteza, em capital disponível agora, com previsibilidade total. Seja para reinvestir em outro imóvel, quitar uma dívida ou simplesmente ter tranquilidade, você decide o que fazer com o dinheiro sem esperar pelo calendário do inquilino.
O índice mostra que o calote existe e é imprevisível. Com a antecipação de aluguéis da Anter, você não corre esse risco: recebe o valor adiantado, de uma vez, e deixa a inadimplência por nossa conta. Sem esperar o vencimento, sem depender do inquilino, sem surpresa no fim do mês.
Simular minha antecipação →Dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, referentes a abril de 2026, com base em mais de 600 mil contratos de locação. Consulte os números completos no portal oficial do índice.